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29 de Junho de 2020 às 13h01min

Europa ameaça investimentos no BR em dia que país lança plano para agricultura sustentável

A imprensa internacional deu destaque nesta terça-feira (23) a uma campanha entre investidores contra o Brasil se valendo no discurso do desmatamento da Amazônia. A ameaça foi repercutida por grandes nomes da mídia mundial como o Financial Times, The New York Times, The Washigton Post, Bloomberg, MercoPress. 

De acordo com os veículos, um documento assinado por 29 empresas, entre elas a maioria europeia, foi enviado a embaixadores brasileiros expressando sua preocupação com o aumento do desmatamento ilegal da Amazônia. Entre as instituições, que gestam um fundo de US$ 3,75 trilhões em investimentos, estão a Legal & General Investment Management Ltd, a Sumitomo Mitsui Trust Asset Management e a NN Investment Partners. 

"O desmantelamento de políticas ambientais e de direitos humanos está criando uma incerteza generalizada sobre as condições de investimento ou prestação de serviços financeiros ao Brasil", diz a a carta, endereçada às embaixadas brasileiras na Noruega, Suécia, França, Dinamarca, Holanda, EUA e Reino Unido. 

Também na carta, as empresas afirmam que irão deixar seus investimentos em grupos frigoríficos, de comércio de grãos e até mesmo títulos do governo brasileiro caso não vejam mudanças e um progresso nas políticas de conservação do meio ambiente. 

O tal documento, todavia, chega logo na sequência de um decreto do governo brasileiro que otimiza e impulsiona o mercado de títulos verdes no país. Nesta terça-feira, o Ministério da Agricultura e a Climate Bonds Initiative (CBI) lançaram o Plano de Investimento para Agricultura Sustentável, durante o webinar “Destravando o Potencial de Investimento Verdes para Agricultura no Brasil”.

“Queremos ser protagonista desta nova tendência. Daí a importância de se fortalecer esse mercado de finanças verdes no Brasil, que é uma potência agroambiental, comprometida com a sustentabilidade”, afirmou a ministra Tereza Cristina durante a divulgação. 

Para a Dra. Samanta Pineda, especializada em direito ambiental, este é mais um movimento claro contra o potencial sustentável do agronegócio brasileiro. "Temos iniciativas sustentáveis que outros países não têm, como o plantio direto, o etanol, a reserva legal em áreas de preservação. Então, com essas mudanças nós dominaríamos esse mercado de green bonds. Então, essa carta me parece um movimento de reação, de tentativa de barrar essa transformação do mercado", explica. 

A especialista lembra ainda que no ano passado ficou provado que os ataques do presidente francês Eduardo Macron às queimadas brasileiras era uma tentativa de impedir o acordo do Brasil com a Uniao Europeia. "Isso além de fazerem grandes redes de supermercados como Wallmart e Carrefour não comprarem produtos brasileiros, o que não deu em nada". 

Além das questões ambientais, a carta também destaca as questões indígenas de forma bastante unilateral, afirmando que o objetivo era dar procedimento a processos sobre a demarcação de terras enquanto a imprensa brasileira estaria "distraída com a pandemia do novo coronavírus". A questão fundiária e o andamento da lei que regulariza justamente esta questão também constam no documento. 

Em 26 de maio, o Notícias Agrícolas entrevistou o jornalista, ex-ministro e relator do Código Florestal Brasileiro, Aldo Rebelo, tratando da pauta com a devida abrangência, incluindo o ponto do Marco Temporal, que define os limites das terras indígenas. 

"A mídia internacional não sabe o que está falando, são induzidos pelos nossos jornaistas e, para eles, ao invés de levarem a paz e a properidade para a nossa gente, querem tirá-los de dentro do sertão, transformando-os em párias dentro do nosso próprio País", disse Rebelo a João Batista Olivi, em sua entrevista ao Notícia Agrícolas.

BRASÍLIA (Reuters) - Um grupo de 29 empresas globais de investimento que administram 3,7 trilhões de dólares está exigindo reuniões com diplomatas brasileiros em todo o mundo para pedir ao governo do presidente Jair Bolsonaro que detenha o avanço do desmatamento na Floresta Amazônica.


Os investidores, liderados pela empresa de seguros e pensões norueguesa Storebrand Asset Management, enviaram cartas a embaixadas do Brasil em sete países pedindo reuniões e expressando o receio de que o Brasil esteja eliminando proteções ambientais, de acordo com um comunicado que incluiu uma cópia da carta.

"A escalada do desmatamento nos últimos anos, combinada a relatos de um desmantelamento de políticas ambientais e de direitos humanos e de agências de vigilância, está criando uma incerteza generalizada sobre as condições para investir ou oferecer serviços financeiros no Brasil", disse a carta.

Ambientalistas culpam Bolsonaro por enfraquecer as proteções e causar um aumento no desmatamento e nos incêndios florestais desde que tomou posse em 2019.

Bolsonaro argumenta que o Brasil é um modelo de conservação, ao mesmo tempo em que pede mais mineração e agricultura na região amazônica.


O Ministério das Relações Exteriores confirmou, em nota, que algumas embaixadas receberam a carta e que está examinando a questão em coordenação com as agências governamentais responsáveis pelas políticas ambientais.


O presidente-executivo da Storebrand Asset Management, Jan Erik Saugestad, disse em uma entrevista que, embora iniciativas anteriores tenham se concentrado em pressionar empresas brasileiras, o novo esforço visa precisamente o governo.


Entre as 25 empresas europeias que assinaram estão a também norueguesa Nordea Asset Management e a Igreja da Inglaterra, que tem um fundo de pensão equivalente a 3,5 bilhões de dólares. A britânica Legal & General Investment Management (LGIM) está entre as maiores investidoras com seus 1,2 trilhão de libras esterlinas sob gerenciamento.

As norte-americanas Domini Impact Investment e Pax World Funds também assinaram a carta. A Fram Capital, que tem sede em São Paulo, é a única signatária brasileira.

A carta não fala em consequências se o governo brasileiro não agir, mas na semana passada sete empresas da Europa disseram à Reuters que podem desinvestir em ativos ligados ao país se a destruição ambiental continuar. Muitas destas empresas também assinaram a carta enviada às embaixadas.


Fonte: Notícias Agrícolas

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